Relato apresentado na série Setembro em Flor reforça a importância da escuta, da investigação e do diagnóstico realizado no tempo certo
Uma história marcada por perdas, persistência e propósito integra a série especial de cartas do Setembro em Flor. No relato, uma paciente oncológica compartilha a experiência de acompanhar o adoecimento do marido e do filho antes de enfrentar o próprio diagnóstico de câncer de mama.
Sua jornada começou com a perda do marido para um câncer raro. Pouco tempo depois, o filho também adoeceu. Por trabalhar na área da saúde, ela desconfiava da gravidade do quadro, mas afirma que suas preocupações não foram acolhidas naquele momento.
Segundo seu relato, o filho recebeu diagnósticos equivocados, passou por dois procedimentos cirúrgicos inadequados e teve resultados incorretos em duas biópsias. Com o avanço da doença, enfrentou duas amputações, perdeu a visão e os movimentos e permaneceu por cerca de um ano e meio em acompanhamento hospitalar, incluindo períodos na UTI e cuidados para o controle da dor.
Durante essa jornada, mãe e filho permaneceram unidos. Ela participou de campanhas para buscar os recursos necessários e procurou oferecer apoio emocional diante da gravidade da situação. Antes de falecer, o filho se despediu dizendo quatro vezes: “Tchau, mãe. Eu te amo”.
Ainda no hospital, enquanto cuidava dele, ela percebeu um nódulo na própria mama. Naquele momento, pediu a Deus que lhe concedesse tempo para permanecer ao lado do filho até o fim.
Após a despedida, começou a cuidar da própria saúde. De acordo com a carta, enfrentou resultados falso-negativos e dificuldades para que suas preocupações fossem consideradas, mas insistiu na investigação até descobrir um tumor de cinco centímetros.
Mesmo fragilizada física e emocionalmente, passou por quimioterapia, cirurgia com reconstrução da mama e esvaziamento da axila. Também enfrentou o afastamento de pessoas próximas e barreiras relacionadas à autorização do tratamento pelo plano de saúde.
Hoje, ela afirma estar curada e encontrou na própria experiência um propósito: ampliar a conscientização sobre a importância da escuta atenta, da investigação adequada e do diagnóstico realizado no tempo certo.
“Se estou aqui hoje, acordando e seguindo em frente todos os dias — algo que meu filho não pôde fazer —, é para ser a prova viva de que um diagnóstico correto e no tempo certo pode salvar vidas”, declara.
A carta é interpretada por Flora Singer, embaixadora do De Bem Com Você – Beleza, Cuidado e Autoestima, e integra a série de histórias compartilhadas durante o Setembro em Flor.
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